Pular para o conteúdo principal

sobre

A Contempo é uma revista de literatura brasileira contemporânea com o objetivo de divulgar a produção de poetas nacionais de forma democrática. Entendemos as revistas e periódicos literários, digitais ou impressos, como meios essenciais para inserção e circulação de autores no mercado editorial.


Criada em 2020, é organizada em volumes anuais e números mensais. Inicialmente, serão publicados 3 autores por semana, totalizando 12 postagens por mês. Com o aumento do fluxo de originais recebidos, este número pode crescer. O projeto gráfico será desenvolvido, principalmente, nas redes sociais, através do facebook e instagram.



A composição do corpo de autores se dá a partir da submissão e originais pelo e-mail da revista, descrita aqui.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Marina Magalhães | três poemas

Prelúdios do afogamento. Para violino. Por fim, quando deixarás de alimentar os teus naufrágios? Me perguntaste sem saber que tripulação alguma deseja a própria morte. Nada podem fazer se a carcaça, já tão cheia de buracos, continua       sempre            a afundar.                   A marcha                   fúnebre faz                   glub.                   glub.                   g                   l                   u                   b. *********** Amor de prateleira Os dias vêm sobrando, transbordadas as horas pelo vidro. Tempo deixado em conserva é salgado demais para gente [hiper]tensa. E amassados pelas quatro paredes, a pressão só aumenta. O medo não é que pare o coração. É que ele escorra para fora do copo de conserva, licoroso sobre a estante. O resto engarrafado em plástico sem rótulo. Fosse ele a sobra desvalida. Esquecido, até passada a data de vencimento. *********** Não posso me exilar de mim Melhor seria dar adeus à nossa pátria, é a história que

3 poemas de Isabela Sancho

Greve no zoo Não serás feroz como esperam os milhos estourados do outro lado da jaula. Dividirás teu bife com as moscas. Não rasgarás carnes que não são caças, nem copularás didática. Às três da tarde talvez demonstres um mijo lateral, teu sono de costas com um rabo que não espanta o tédio aos tapas - mortífero aos pais e suas crianças. ********** Ave O tempo autoafirmado - nunca terei uma irmã. O tempo - o que sei de ser mãe é o que noto na minha. Por entre as pernas, as marionetistas botam os seus bonecos e gritam por eles - o tempo! Um parto sem filho - sempre brinquei de viver o que não me acontecia e mantive meu corpo intacto. A arte me amará de volta quando formos velhas? Nunca saberei o que é ser uma galinha. Nunca o que é o próprio pinto entre as mãos. ********** Chá de bebê Há tantos hormô nios no ar que preciso tomá-lo lá fora pra não correr o perigo de meu corpo ser induzido, sincronizado a contragosto. Isso já acontece na eliminação, todas sabemos. Se

6 poemas de Ricardo Escudeiro

scorpion faz então uma lista de antagonistas dos mortos vivos conta pra gente dos prós e dos contras das maneiras pelas quais o que somos enquanto fim é processado tem aquele que sabe do preparo de rostos pra cortejos quem inventou que isso fosse um emprego e não uma situação desconfortável ele dizia pra gente de uma história de uma coxia de incinerar e da véspera das faces em sua intensa espera tudo isso acaba deixando a gente pra baixo será que convém trocar a pele dos nossos mortos antes de assoprá-los é bem provável ********** lynch no céu tudo está bem desde que a entidade no planeta que às vezes pode ser o prédio ao lado ou o flare de uma tradicional empresa de derivados petroquímicos ou mesmo a cabeça de um neném transformada num planeta que se parte ao meio desde que essa entidade em alguns sites em certos sítios já chamada de o homem no planeta o homem doente na cabana ou veja só ah não se sabe bem do que se trata desde que essa entidade se mantenha a si numa